
Carla é uma jovem portuguesa de 40 anos. Solteira e boa rapariga, estudou literaturas modernas, arranjou um emprego numa editora de livros - que durou pouco tempo - e acabou por dedicar-se à tradução, mas agora está à procura do par ideal.

Júlio é bibliotecário e, para vencer a timidez crónica, expressa-se quase exclusivamente através de Max, um irreverente boneco de ventríloquo com personalidade diametralmente oposta à pessoa que lhe dá voz.

Várias histórias de amor já começaram com manobra de Heimlich. Ou talvez nem tantas, mas Carla vê sinais em tudo e Salvador faz jus ao nome, libertando-a do sufoco e de uma morte quase certa.

Ricardo anda sempre com a cabeça no ar, não tanto por ser distraído, mas pela paixão que nutre por aeronaves; se o sonho de Carla for passar todas as noites na Portela a ver passar os aviões, este pode ser o homem perfeito.

Miguel conhece Carla e Jaime em uma livraria, durante a apresentação de um livro; um jantar com os três transforma-se em uma disputa bem-humorada pela atenção deste charmoso intelectual.